NASA enfrenta perda provável da sonda MAVEN enquanto prepara foguete da missão Artemis II para a plataforma
A NASA vive um momento de contrastes marcantes em suas operações espaciais nesta semana. Ao mesmo tempo em que a agência se mobiliza para um passo decisivo no retorno da humanidade à Lua com a missão Artemis II, seus engenheiros e cientistas lidam com a perspectiva cada vez mais concreta de ter perdido um de seus exploradores marcianos mais longevos.
O silêncio de um veterano em Marte
Autoridades da agência confirmaram que a recuperação da sonda MAVEN é agora considerada “muito improvável”. A espaçonave, cujo nome é uma sigla para Mars Atmosphere and Volatile EvolutioN, deixou de enviar sinais para a Terra em 6 de dezembro de 2025. A avaliação pessimista foi divulgada por Louise Prockter, diretora da divisão de ciência planetária da NASA, durante uma apresentação realizada em 13 de janeiro.
Lançada em 2013 e orbitando o Planeta Vermelho desde 2014, a MAVEN tinha como objetivo estudar a atmosfera superior de Marte e entender como o planeta perdeu seu ar original, transformando-se do mundo úmido do passado no deserto árido que vemos hoje. A sonda operava muito além de sua vida útil projetada, tendo superado sua missão primária e se tornado uma peça fundamental na infraestrutura de comunicação e ciência marciana.
O último contato ocorreu após um alinhamento orbital de rotina, quando a nave passou por trás de Marte em relação à Terra. Quando o sinal não retornou, a análise da telemetria de um experimento anterior indicou que a espaçonave estava girando de forma descontrolada (“tumbling”). Essa condição impede o alinhamento das antenas e compromete a geração de energia solar, o que torna as tentativas de restabelecer a comunicação extremamente difíceis.
Um último legado interestelar
Apesar do desfecho melancólico, os meses finais da MAVEN coincidiram com uma conquista científica histórica. Pouco antes de perder contato, a sonda desempenhou um papel crucial na observação do 3I/ATLAS, um objeto interestelar raro que cruzou o sistema solar interior no final de 2025.
Utilizando seus instrumentos ultravioleta, a MAVEN capturou imagens do visitante cósmico durante sua aproximação máxima com Marte, detectando um vasto halo de hidrogênio ao redor do núcleo do objeto. Esses dados permitiram aos cientistas distinguir as emissões do objeto interestelar em relação à própria coroa de hidrogênio de Marte. Foi um esforço coordenado que envolveu também o Mars Reconnaissance Orbiter e o rover Perseverance, consolidando uma das campanhas de observação mais completas já realizadas sobre um objeto vindo de fora do nosso sistema solar. A NASA ressaltou que não há ligação causal entre a passagem do objeto e a falha da sonda.
A nova geração a caminho da plataforma
Enquanto uma era parece se encerrar em Marte, uma nova fase ganha tração no Centro Espacial Kennedy, na Flórida. A NASA definiu o início da manhã de sábado, 17 de janeiro, como a meta para o transporte do gigantesco sistema SLS (Space Launch System) e da espaçonave Orion, integrados para a missão Artemis II, rumo à Plataforma de Lançamento 39B.
O processo logístico é impressionante por si só. O colossal veículo de transporte sobre lagartas (crawler-transporter 2) carregará o conjunto de quase 5 milhões de quilos. O trajeto de pouco mais de seis quilômetros entre o Edifício de Montagem de Veículos e a plataforma deve levar até 12 horas, com o veículo se movendo a uma velocidade cautelosa de aproximadamente 1,6 km/h.
Preparativos finais para a tripulação
A movimentação do foguete será antecedida por eventos com a mídia e a presença da tripulação da Artemis II, composta pelos astronautas da NASA Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, além de Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense. O Administrador da NASA, Jared Isaacman, também estará presente para discutir os preparativos da missão.
A chegada à plataforma marca um marco crucial. Embora a janela de lançamento esteja prevista para abrir já em 6 de fevereiro, a equipe de gestão da missão ainda realizará testes finais de prontidão — incluindo um ensaio geral de abastecimento — antes de bater o martelo sobre a data exata da decolagem.
A situação atual da agência espacial ilustra a natureza cíclica da exploração: a perda aparente da MAVEN expõe as vulnerabilidades inerentes a missões de longa duração e o desgaste de equipamentos expostos à radiação extrema, enquanto a ascensão da Artemis II reafirma a persistência humana em expandir fronteiras com novas tecnologias. Independentemente do destino final da sonda em Marte, suas contribuições científicas estão asseguradas, servindo de base para as próximas gerações de exploradores.
Bateria no limite e oportunidades de mercado: como preservar seu aparelho e uma nova opção de dobrável acessível
Uber: Entre desafios locais com passageiros e um futuro financeiro promissor
Honor inaugura sua era de IA “Dual-Engine” e apresenta o Magic 8 Pro no Snapdragon Summit 2025
O maior molusco do oceano: a disputa entre a lula gigante e a lula colossal
Jennifer Lopez se prepara para retorno triunfal na TV como apresentadora do American Music Awards 2025
NASA enfrenta perda provável da sonda MAVEN enquanto prepara foguete da missão Artemis II para a plataforma
“Nobody Wants This”: O Futuro da 3ª Temporada e o Romance Improvável de Kristen Bell e Adam Brody